domingo, 25 de outubro de 2009

Maria Adelaide Amaral dá vida nova 'As meninas' de Lygia Fagundes Telles

Cena de 'As meninas'/Divulgação

SÃO PAULO - A dramaturga Maria Adelaide Amaral deu nova vida a Lorena, Lia e Ana Clara, "As meninas" criadas por Lygia Fagundes Telles em romance publicado em 1973. As emblemáticas personagens que viveram sua juventude nos anos de chumbo - final dos anos 60, auge da ditadura militar - deixam as páginas do livro e ganham vida na peça homônima, dirigida por Yara de Novaes, que estreia em 31 de outubro no Teatro Eva Herz em São Paulo.

- Foi um presente. Não sabia que as possibilidades dramáticas do livro de Lygia eram tantas. Foi muito fácil fazer [a adaptação], pois ela me deu tudo de mão beijada. Ao ler o livro pela segunda vez para fazer a adaptação, percebi o quanto Lygia é boa em ação e diálogos - diz Maria Adelaide Amaral, autora de "Os Maias", "Queridos amigos" e "Um só coração", miniséries da TV Globo, entre outras obras.

A modéstia de Maria Adelaide foi contestada pela diretora da peça, Yara de Novaes.

- Só uma grande escritora seria capaz de condensar tudo aquilo e dialogar com uma criadora como Lygia, que construiu um mundo em 300 páginas - completa Yara.

" Teatro é a arte da síntese e é por isso que os melhores dramaturgos costumam ser poetas ou jornalistas "
Dramaturga e diretora acreditam que o rito de passagem para a vida adulta vivenciado por Lorena, Lia e Ana Clara, tendo como pano de fundo a repressão política, devem impactar também as jovens desta geração.

- A peça trata de questões fundamentais. Nada interessa mais que uma obra de arte que mostre as pessoas se deslocando em meio à crise. E as grandes obras são atemporais - resume Yara

Maria Adelaide revelou ter afinidade com Lygia, por reconhecer na autora de "As meninas" uma mulher antenada com seu tempo. Sobre a adaptação, ela completou:

- Fiz pequenas intervenções, que felizmente foram aprovadas por Lygia. Na verdade, fiz um trabalho de edição. Teatro é a arte da síntese e é por isso que os melhores dramaturgos costumam ser poetas ou jornalistas - explicou a escritora, lembrando-se de uma preciosa lição que recebeu do crítico de teatro Sábato Magaldi.

Maria Adelaide Amaral não quis entrar na polêmica sobre o título da peça, usada anteriormente em uma peça escrita por Maitê Proença. Na época, Lygia Fagundes Telles afirmou se sentir roubada e Maitê pediu desculpas à escritora, mas não conseguiu mudar o nome de sua peça.

- Graças a Deus, quando tudo isso aconteceu eu estava em Buenos Aires. Não falo sobre isso e se alguém quiser falar, que fale - respondeu Maria Adelaide.

No elenco, estão Clarisse Abujamra, como Mãezinha, a mãe de Lorena, e Tuna Dwek, como Irmã Priscila. Lorena, Ana Clara e Lia são interpretadas respectivamente por Clarissa Rockenbach, Luciana Brites e Silvia Lourenço. Julio Machado faz os personagens masculinos Max, Guga e M.N..

Maria Adelaide Amaral manteve o mesmo contexto histórico do romance na peça, que se passa em São Paulo no final dos anos 60. As meninas, Lia, Lorena e Ana Clara, são três jovens universitárias que moram em um pensionato de freiras. São elas as narradoras de suas histórias: a aristocrática e romântica Lorena, que sonha viver um grande amor; Lia, idealista e guerrilheira, a subversiva Lião, tranca a matrícula na faculdade e junta-se á luta armada, esperando reencontrar o namorado, preso político e torturado; e Ana Clara, a bela modelo que mergulha nas drogas e espra que um rico casamento possa libertá-la da dependência e da miséria.

Todo o elenco teve a oportunidade de se reunir com Lygia Fagundes Telles. Para eles, a experiência foi inesquecível.

- Ter conhecido Lygia Fagundes Telles e ouví-la contar sobre suas intimidades com seus personagens foi o grande espetáculo. Foi o encontro mais marcante de minha vida - diz Clarisse Abujamra.

"As meninas" - Estreia em 31 de outubro, sábado, às 21h, no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura - Conjunto Nacional. Avenida Paulista, 2073, Metrô Consolação. Bilheteria: (11) 3170-4059. Ingressos - R$ 40. Temporada: de 31 de outubro a 13 de dezembro. Sábados, às 21 horas, e domingos, às 18 horas

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Parabéns para Clarisse!!!!

Hoje 3 de abril de 2009 é um dia muito especial para a nossa querídissima Clarisse Abujamra, hoje ela está completando mais um ano de vida, de amor, de paz, de saúde, de alegria, tristezas também, mas isso faz parte da vida de todos, e estou aqui muito feliz de fazer essa singela porém muito carinhosa homenagem a essa pessoa que faz meus dias serem mais felizes... Espero que você possa ver essa postagem, pois é de coração emocionado que estou escrevendo essas palavras, me faltam palavras para escrever, mas fiz um pequeno vídeo, espero que todos gostem, principalmente você Clarisse.

terça-feira, 31 de março de 2009

V Prêmio FIESP/SESI-SP do Cinema Paulista

Olá pessoal, estou aqui para avisá-los com a maior alegria que a nossa querida Clarisse ganhou na segunda-feira passada o premio de melhor atriz coadjuvante pelo filme "Chega de saudade". aqui vão algumas informações sobre o premio.

A seleção dos finalistas do V Prêmio FIESP / SESI-SP do Cinema Paulista foi realizada por um júri popular, que conferiu os 16 longas e 9 curtas concorrentes em mostra gratuita, realizada entre 2 e 18 de março. Nas 125 sessões apresentadas foram registrados cerca de 3 mil espectadores e quase 50 mil votos do público, dos quais 2.237 em cédulas e 47.204 via internet.

No dia 23 de março de 2009 aconteceu a premiação dos melhores em cada umas das categorias. O grande destaque da noite foi o filme Ensaio Sobre a Cegueira, que recebeu quatro premiações. O longa-metragem Chega de Saudade também se destacou com a conquista de três prêmios.

Os vencedores desta edição foram definidos por um júri oficial, composto por três integrantes: Erica Bernardini, representante da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria, Rodrigo Matias, representante da Sabesp, e Sueli Yamauti, gerente de programação do Centro Cultural Banco do Brasil.

O ator José Mojica Marins mais conhecido como Zé do Caixão, ficou com o prêmio de melhor ator. Porém, a principal surpresa aconteceu na entrega do prêmio de melhor atriz, conquistado por Rosanne Mulholland.

A cerimônia foi comandada pelos atores Bárbara Paz e Hugo Possolo. Abaixo está a lista com os vencedores em cada categoria.

Confira os finalistas / Vencedores:
Os vencedores estão em negrito
• Melhor Filme

- Ensaio Sobre a Cegueira
- Chega de Saudade
- O Signo da Cidade
• Melhor direção

- Fernando Meirelles (Ensaio Sobre a Cegueira)
- Laís Bodanzky (Chega de Saudade)
- José Mojica Marins (Encarnação do Demônio)
• Melhor roteiro

- Bruna Lombardi (O Signo da Cidade)
- Dennison Ramalho e José Moijica Marins (Encarnação do Demônio)
- Luiz Bolognesi (Chega de Saudade)
• Melhor Atriz

- Cássia Kiss (Chega de Saudade)
- Cléo de Paris (Encarnação do Demônio)
- Rosanne Mulholland (Falsa Loura)
• Melhor Ator

- José Mojica Marins (Encarnação do Demônio)
- Mark Rufallo (Ensaio Sobre a Cegueira)
- Leonardo Medeiros (Corpo)
• Melhor Atriz Coadjuvante

- Clarisse Abujamra (Chega de Saudade)
- Maíra Chasseroux (Onde Andará Dulce Veiga?)
- Helena Ignez (Encarnação do Demônio)
• Melhor Ator Coadjuvante

- Milhem Cortaz (Nossa Vida Não Cabe Num Opala)
- Jece Valadão (Encarnação do Demônio)
- Carmo Dalla Vecchia (Onde Andará Dulce Veiga?)
• Melhor Fotografia

- César Charlone, ABC (Ensaio Sobre a Cegueira)
- Walter Carvalho, ABC (Chega de Saudade)
- Adrian Tejido (Onde Andará Dulce Veiga?)
• Melhor Montagem

- Daniel Rezende (Ensaio Sobre a Cegueira)
- Guilherme de Almeida Prado (Onde Andará Dulce Veiga?)
- Paulo Sacramento (Chega de Saudade)
• Melhor Direção de Arte

- Tule Peake (Ensaio Sobre a Cegueira)
- Cassio Amarante (Encarnação do Demônio)
- Marcos Pedroso (Chega de Saudade)
• Melhor Trilha Sonora

- André Abujamra e Marcio Nigro (Encarnação do Demônio)
- BiD (Chega de Saudade)
- Marco Antônio Guimarães e Uakti (Ensaio Sobre a Cegueira)
• Melhor Curta

- Páginas de Menina
- Dossiê Re Bordosa
- La Dolorosa

quarta-feira, 18 de março de 2009

Apresentação no SESC Consolação

Shows e Saraus no mês da mulher no Sesc Consolação

Zezé Motta, Clarisse Abujamra, Taryn Szpilman, Salete Maria & Socorro Lira, Klébi Nori, Laura Campanér, Vanja Orico e as poetizas da Cooperifa são as vozes femininas que fazem parte do evento “Ser mulher direito: um olhar contemporâneo” que o Sesc Consolação promove durante o mês de março.

Durante todo o mês, atrizes, cantoras e poetizas emprestam suas vozes em homenagem às mulheres no mês em que se comemora o seu dia. O público conta com uma série de shows e saraus que vão desde o blues da cantora Taryn Szpilman, que apresenta sua versão e interpretação pessoais de clássicos de Billie Holliday, Ray Charles, Etta James, entre outros; passando pelas leituras que a atriz e cantora Zezé Motta faz de autoras como Cora Coralina, Clarice Lispetor, Cecília Meirelles, entre outras; ou pela faceta de escritora da atriz Clarisse Abujamra, que lança seu novo trabalho literário intitulado “Na Artéria”; ou ainda pelos cordéis sobre direitos das mulheres de Salete Maria & Socorro Lira; e o sarau com as poetizas da Cooperifa, que retratam a realidade das mulheres da periferia; até as histórias vividas pela atriz e cantora Vanja Orico (77 anos), a musa do chamado Ciclo do Cangaço do cinema brasileiro, que também trabalhou com Fellini enquanto estudava música na Itália e teve uma carreira de sucesso como cantora na Europa.

Esta programação faz parte do evento Ser mulher direito: um olhar contemporâneo que acontece no período de 2 a 27 de março e propõe questionamentos sobre a mulher moderna por meio de atividades gratuitas que compreendem sessões de cinema, palestras, oficinas, apresentações musicais, saraus e uma Feira da Mulher.

SHOWS

Taryn Szpilman – lançamento do CD Bluezz
Com suas raízes blueseiras, a cantora Taryn traz aos palcos sua versão e interpretação pessoais para o Blues, revisitando várias de suas facetas: desde as raízes, com releituras para clássicos de Billie Holiday, Ray Charles, Etta James e Aretha Franklin até chegar aos anos 60, com a explosão do rock e da contracultura com os astros blueseiros Led Zeppelin, Jimi Hendrix e Janis Joplin. Taryn será acompanhada por: Cláudio Infante (percussão), Jefferson Lescowich (contra – baixo) e Ricardo Marins (guitarra).
Dia 4/03, às 19h30. Convivência. Grátis. Livre. 60 minutos. 150 lugares.

Salete Maria & Socorro Lira
Salete Maria é advogada, professora universitária, ativista pelos Direitos Humanos; tem inúmeros cordéis publicados e premiados, sendo a maioria deles sobre direitos das mulheres e temas ligados às questões marginais e periféricas.
Socorro Lira é compositora, intérprete e instrumentista. É paraibana e reside em São Paulo. Tem 4 CDs lançados e prepara novos trabalhos.
Dia 11/03, 19h30. Convivência. Grátis. 60 minutos. Livre. 150 lugares.

Klébi Nori
A cantora e compositora paulistana Klébi Nori preparou um repertório variado que contará com uma homenagem às mulheres, além dos grandes sucessos dos seus cinco álbuns de carreira. Apresenta novas canções e interpretações nesse momento em que se prepara para o projeto de seu primeiro DVD. Vem acompanhada por um tecladista.
Dia 18/03, às 19h30. Convivência. Grátis

Vanja Orico
Cantora e atriz, Vanja Orico estreou no cinema em 1950, em “Mulheres e Luzes”, dos mestres Alberto Lattuada e Federico Fellini, quando estava na Itália estudando música. Participou de vários filmes do Ciclo do Cangaço, do qual é uma das musas. Paralelamente aos trabalhos como atriz, Vanja Orico desenvolveu importante carreira de cantora, com apresentações em várias partes do mundo. Em 1973 torna-se também cineasta ao dirigir “O Segredo da Rosa”. Em sua apresentação, Vanja Orico, aos 77 anos, refaz sua trajetória desde o encontro com Fellini até os dias de hoje. Fala de seus filmes e diretores, de sua carreira como cantora internacional e homenageia algumas de nossas grandes intérpretes.
Dia 25/03, às 19h30. Dia 26/03, às 15h, para a Terceira Idade, c/ apresentação seguida de palestra/debate. Convivência. Grátis. Livre. 60 minutos. 150 lugares.

SARAUS

Voz de Mulher
Com Zezé Motta, atriz e cantora.
Um passeio pelo universo inventivo e variado de mulheres que, com ousadia e determinação, marcaram o mundo da escrita com suas obras perenes.
Da brejeirice de Cora Coralina ao lirismo de Cecilia Meirelles; dos mistérios de Clarice Lispector à fina ironia de Ivana Arruda Leite, do compromisso social de Carolina Maria de Jesus. Tudo em uma sessão de leituras que oferece caminhos para entender: “o que essas mulheres pensam sobre si mesmas?”. Ou, de forma mais provocativa: “quem elas pensam que são?”. Eruditas e populares; acadêmicas e iconoclastas; rebuscadas ou singelas – seja como for,
compartilham do gesto e da assinatura feminina em obras que serão re-tecidas em um sarau uníssono apenas neste gênero: “Voz de Mulher”. Roteiro: Ricardo Santhiago.
Dia 5 de março, às 19h30.Convivência. Grátis. Livre. 60 minutos. 150 lugares.

Sérgio Vaz apresenta sarau com as mulheres da Cooperifa
O Poeta Sérgio Vaz apresenta um sarau especial com as mulheres da Cooperifa, movimento cultural criado na periferia da Zona Sul de São Paulo, que incentiva a leitura e a criação poética. Numa apresentação simples elas desfilaram poesias próprias e de autores/as consagradas, cujas referências são o modo de vida na periferia, seus valores, suas angústias e projetos de vida.
Dia 12 de março, às 19h30. Convivência. Grátis. 60 minutos. Livre. 150 lugares.

Canteiros de Poemas

Poesia & Música
O sarau “Canteiros de Poemas”, com a participação de Laura Campanér e André Calixto, reúne trabalhos de poetisas brasileiras, numa homenagem às mulheres no mês de março. Entre os poemas escolhidos estão “Canteiros”, de Cecilia Meireles, “Capichaba Chique”, de Elisa Lucinda, “Milagres de Santa Luzia”, de Cora Coralina e “Treze Segundos”, de Martha Medeiros. Num contraponto com os poemas, estão canções de Dolores Duran, Maysa e Rita Lee. Laura Campanér (voz/ violão) e André Calixto (sax/ voz/ gaita/ flauta).
Dia 19/03, 19h30. Convivência. Grátis. 60 minutos. Livre. 150 lugares.

Na Artéria
A atriz Clarisse Abujamra, que já atuou e atua em diversas frentes da criação artística - também realizou trabalhos como bailarina, diretora, tradutora, professora de dança - mostra ao público sua faceta de escritora, já revelada no livro de crônicas e prosas poéticas “Excesso”, lançado em 2005. Neste sarau, a artista executa leitura de sua mais nova produção literária, “Na Artéria”.
Dia 26/03, às 19h30. Convivência. Grátis. 60 minutos. Livre. 150 lugares.

O Que: Ser mulher direito: um olhar contemporâneo
Quando: Qua 04/03 às 19:30 (Uma data)Qui 05/03 às 19:30
Qua 11/03 às 19:30
Qui 12 a Sex 13/03 às 19:30
Qua 18 a Qui 19/03 às 19:30
Qui 19/03 às 19:30
Qua 25/03 às 19:30
Qui 26/03 às 15:00
Qui 26/03 às 19:30
Quanto: Catraca Livre
Onde: Sesc Consolação
Obs: Rua Dr. Vila Nova, 245 Tel: 3234-3000

quinta-feira, 5 de março de 2009

Monólogo traz poemas de famosos na Sala Glória Rocha

A atriz Clarisse (foto)  e o pianista Ivan Abujamra protagonizam o monólogo  'Antonio - Da Tua Tão Necessária'

A atriz Clarisse (foto) e o pianista Ivan Abujamra protagonizam o monólogo 'Antonio - Da Tua Tão Necessária'

Textos redigidos por renomados poetas ilustrarão o monólogo ´Antonio - Da Tua Tão Necessária´, a ser encenado pela atriz Clarisse Abujamra e pelo pianista Ivan Abujamra neste domingo (8), a partir das 20 horas, na Sala Glória Rocha.

No palco, durante o monólogo, Clarisse Abujamra contará histórias de suas aventuras amorosas, com muita delicadeza e humor, tendo como base textos e poemas de João Cabral de Melo Neto, Bertold Brecht, Fernando Pessoa, Elisa Lucinda, Olga Savary, Hilda Hilst, Arnaldo Antunes, Anna Akmatova, Manoel de Barros, Antonio Cícero, Alcides Nogueira e Lorca, entre outros. "Dizer poesia é viver mais intensamente. Não concebo a vida sem o caos, a beleza, o lirismo, a tragédia e a malícia da poesia, que é para mim o lado melhor do ser humano", declara a atriz.

O monólogo ´Antonio - Da Tua Tão Necessária´ será apresentado neste domingo, dia 8 de março, a partir das 20 horas, na Sala Glória Rocha. A entrada é franca e os ingressos estarão disponíveis nas bilheterias da Sala a partir desta sexta-feira (6). A duração do espetáculo é de 60 minutos e a idade recomendada para o público é acima de 10 anos.