Na próxima quarta-feira, dia 29 de outubro, ela estará no Teatro CIEE, com o projeto Teatro Nas Universidades.
Local: Rua Tabapuã, 445. São Paulo.
Horário: às 20 Hrs.
A entrada é franca, ou seja, você pode assistir um ótimo espetáculo com uma atriz super talentosa de graça.
domingo, 26 de outubro de 2008
Título Mulher de Valor
Ontem, sábado 25 de outubro a nossa querida Clarisse Abujamra, recebeu um importante premio, o Título de Mulher de Valor da Organização Brasileira de Mulheres Empresárias por sua contribuição à conquista da mulher na sociedade. A entrega aconteceu em Anhembi às 17:00.
Agora esse foi um prêmio muito mais que merecido, pois ela batalhou a vida inteira e precisava de uma gratificação!
Parabéns Clarisse!
Agora esse foi um prêmio muito mais que merecido, pois ela batalhou a vida inteira e precisava de uma gratificação!
Parabéns Clarisse!
terça-feira, 21 de outubro de 2008
ESPM promove encontro de poetas
Sarau, palestras e homenagens marcam a II Semana da Poesia
Palestras de Ferreira Gullar, Clarisse Abujamra e Clotilde Tavares são os destaques
Palestras de Ferreira Gullar, Clarisse Abujamra e Clotilde Tavares são os destaques
São Paulo, outubro de 2008 - Assim como a música e artes plásticas, a poesia também é uma forma de expressar opiniões, pensamentos, idéias e sentimentos. Para apresentar algumas das características do universo literário, a ESPM(Escola Superior de Propaganda e Marketing) realiza a II Semana da Poesia nos dias 21, 22 e 23 de outubro. Para o professor Luiz Celso Piratininga, presidente da Escola, a inteligência poética é, hoje, quase um requisito para o exercício de qualquer profissão.
O evento pretende sensibilizar os participantes – estudantes, professores e comunidade - para a liberdade de expressão por meio das diversas linguagens da comunicação. O poeta Ferreira Gullar abre o evento com a palestra “Encontro do Poeta com o Público”, com depoimento acerca de sua trajetória e as diferentes fases artísticas. Gullar é reconhecido e respeitado pelo seu famoso Poema Sujo, de 1975, pelos diversos prêmios já conquistados, entre os quais, o Jabuti, pelo livro Resmungos, reconhecido como melhor livro de ficção de 2007. Além de poeta, Gullar é crítico de arte, biógrafo, memorialista e ensaísta brasileiro.
No dia 22 de outubro, a atriz Clarisse Abujamra interpreta "A poesia nossa de cada dia" declamando poemas de autores famosos – e também de alunos e professores da ESPM. A escritora, dramaturga e atriz, Clotilde Tavares fará uma apresentação sobre "A propaganda na literatura em Cordel". Será distribuído aos participantes um folheto-cordel, escrito pela própria Clotilde, contando a história da ESPM desde a sua fundação, em 1951.
No último dia deste encontro literário, haverá homenagem ao poeta Eduardo Alves da Costa, autor do poema "No caminho com Maiakowski", considerado como manifesto em favor da liberdade de expressão. Além dele, será homenageado também o jornalista, escritor e político brasileiro, Artur da Távola, falecido em maio de 2008. Távola também foi poeta, apresentou programas na Rádio MEC e TV Cultura e foi um dos fundadores da ESPM-RJ nos anos 70.
Na ocasião acontecerá também a premiação dos vencedores do II Concurso de Poesia. Ao todo, foram inscritos 350 poemas de estudantes da ESPM de todas as unidades - São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro. A Semana de Poesia foi coordenada pelo professor Mário Chamie e os poemas escolhidos por um júri formado pelo ensaísta e tradutor, Claudio Willer, pelo professor João Anzanello Carrascoza e pelo Diretor do Instituto Cultural da ESPM, José Roberto Whitaker Penteado.
As apresentações são abertas ao público e a entrada é franca. Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelo telefone (11) 5085-4600 ou www.espm.br. Reservas também podem ser feitas pelo e-mail centralinfo@espm.br.
II Semana da Poesia
ESPM Campus Profº Francisco Gracioso
Rua Dr. Álvaro Alvim, 123, Vila Mariana
(11) 5085-4600
www.espm.br
centralinfo@espm.br
Programação Semana da Poesia na ESPM
Dia: 21 de outubro - terça-feira, às 14h
Encontro do Poeta com o Público Palestra com o Poeta Ferreira Gullar
Dia: 22 de outubro - quarta-feira, às 19h
Apresentações: Clotilde Tavares – Escritora. Palestra: A propaganda na literatura em Cordel
Clarisse Abujamra – Interpretação: A poesia nossa de cada dia
Dia: 23 de outubro, quinta-feira, às 19h
Premiação dos vencedores do II Concurso de Poesia
Coordenação: Profº Mário Chamie
Comitê Julgador: Claudio Willer, J. Roberto Whitaker Penteado e João Anzanello Carroscaza
Homenagem a Eduardo Alves da Costa, autor do poema No caminho com Maiakowski
Homenagem especial: Artur da Távola
Coquetel de encerramento
Informações à imprensa ESPM SP
Tamer Comunicação Empresarial
(11) 3031-2388 // (11) 9940-0128
Geyse Alencar - geyse@tamer.com.br
Rose Göbel - rosegobel@tamer.com.br
O evento pretende sensibilizar os participantes – estudantes, professores e comunidade - para a liberdade de expressão por meio das diversas linguagens da comunicação. O poeta Ferreira Gullar abre o evento com a palestra “Encontro do Poeta com o Público”, com depoimento acerca de sua trajetória e as diferentes fases artísticas. Gullar é reconhecido e respeitado pelo seu famoso Poema Sujo, de 1975, pelos diversos prêmios já conquistados, entre os quais, o Jabuti, pelo livro Resmungos, reconhecido como melhor livro de ficção de 2007. Além de poeta, Gullar é crítico de arte, biógrafo, memorialista e ensaísta brasileiro.
No dia 22 de outubro, a atriz Clarisse Abujamra interpreta "A poesia nossa de cada dia" declamando poemas de autores famosos – e também de alunos e professores da ESPM. A escritora, dramaturga e atriz, Clotilde Tavares fará uma apresentação sobre "A propaganda na literatura em Cordel". Será distribuído aos participantes um folheto-cordel, escrito pela própria Clotilde, contando a história da ESPM desde a sua fundação, em 1951.
No último dia deste encontro literário, haverá homenagem ao poeta Eduardo Alves da Costa, autor do poema "No caminho com Maiakowski", considerado como manifesto em favor da liberdade de expressão. Além dele, será homenageado também o jornalista, escritor e político brasileiro, Artur da Távola, falecido em maio de 2008. Távola também foi poeta, apresentou programas na Rádio MEC e TV Cultura e foi um dos fundadores da ESPM-RJ nos anos 70.
Na ocasião acontecerá também a premiação dos vencedores do II Concurso de Poesia. Ao todo, foram inscritos 350 poemas de estudantes da ESPM de todas as unidades - São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro. A Semana de Poesia foi coordenada pelo professor Mário Chamie e os poemas escolhidos por um júri formado pelo ensaísta e tradutor, Claudio Willer, pelo professor João Anzanello Carrascoza e pelo Diretor do Instituto Cultural da ESPM, José Roberto Whitaker Penteado.
As apresentações são abertas ao público e a entrada é franca. Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelo telefone (11) 5085-4600 ou www.espm.br. Reservas também podem ser feitas pelo e-mail centralinfo@espm.br.
II Semana da Poesia
ESPM Campus Profº Francisco Gracioso
Rua Dr. Álvaro Alvim, 123, Vila Mariana
(11) 5085-4600
www.espm.br
centralinfo@espm.br
Programação Semana da Poesia na ESPM
Dia: 21 de outubro - terça-feira, às 14h
Encontro do Poeta com o Público Palestra com o Poeta Ferreira Gullar
Dia: 22 de outubro - quarta-feira, às 19h
Apresentações: Clotilde Tavares – Escritora. Palestra: A propaganda na literatura em Cordel
Clarisse Abujamra – Interpretação: A poesia nossa de cada dia
Dia: 23 de outubro, quinta-feira, às 19h
Premiação dos vencedores do II Concurso de Poesia
Coordenação: Profº Mário Chamie
Comitê Julgador: Claudio Willer, J. Roberto Whitaker Penteado e João Anzanello Carroscaza
Homenagem a Eduardo Alves da Costa, autor do poema No caminho com Maiakowski
Homenagem especial: Artur da Távola
Coquetel de encerramento
Informações à imprensa ESPM SP
Tamer Comunicação Empresarial
(11) 3031-2388 // (11) 9940-0128
Geyse Alencar - geyse@tamer.com.br
Rose Göbel - rosegobel@tamer.com.br
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Clarisse Abujamra apresenta "Antonio" na Casa do Saber em Jardins
Sobre o espetáculo
No palco, a atriz conta histórias de seus amores com delicadeza e humor. Fragmentos autobiográficos são entremeados com textos e poemas de Arnaldo Antunes, João Cabral de Melo Neto, Bertold Brecht, Fernando Pessoa, Elisa Lucinda, Olga Savary, Hilda Hilst, Anna Akmatova, entre outros.
Piano: Ivan Abujamra
Participação especial: Toninho Ferragutti
Início: 17 OUT
Duração: 1 encontro
Dias/horários: Sexta-Feira, às 21h (17/10)
Valor: R$ 60,00 na inscrição
Observações: estudantes com carteirinha pagam meia-entrada.
Tel.: (11) 3707-8900
Horário de funcionamento: 09h às 22h
E-mail:
info@casadosaber.com.br
No palco, a atriz conta histórias de seus amores com delicadeza e humor. Fragmentos autobiográficos são entremeados com textos e poemas de Arnaldo Antunes, João Cabral de Melo Neto, Bertold Brecht, Fernando Pessoa, Elisa Lucinda, Olga Savary, Hilda Hilst, Anna Akmatova, entre outros.
Piano: Ivan Abujamra
Participação especial: Toninho Ferragutti
Início: 17 OUT
Duração: 1 encontro
Dias/horários: Sexta-Feira, às 21h (17/10)
Valor: R$ 60,00 na inscrição
Observações: estudantes com carteirinha pagam meia-entrada.
Tel.: (11) 3707-8900
Horário de funcionamento: 09h às 22h
E-mail:
info@casadosaber.com.br
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Clarisse dá uma Entrevista para o 20/20 Brasil
Entrevista realizada em Maio de 2004
Eu uso óculos
Do trono à sarjeta

Coreógrafa, atriz e diretora, Clarisse Abujamra mostra o real significado da palavra versatilidade e conta como os óculos fazem parte não só de sua rotina, mas de sua identidade
Lilian Liang
Versatilidade, teu nome é Clarisse. A bailarina, coreógrafa, atriz e diretora Clarisse Abujamra já deu provas suficientes disso, mas não cansa de se superar. No final de maio Clarisse dará vida a uma domadora de leões, na peça O que Leva Bofetadas, do russo Leonid Andreiev. Uma das duas únicas mulheres num elenco de 20 pessoas, ela se diverte enquanto aprende a arte de domar feras. “Estou saindo da ternura para o chicote”, brinca.
Difícil entender como alguém que enfrenta leões tenha começado a carreira na ponta dos pés, mas Clarisse começou. É o seu lado ternura. Conheceu os encantos das sapatilhas quando tinha apenas 4 anos e nunca mais as abandonou. Dançou seu caminho até Nova York, onde desembarcou aos 18 anos para ingressar na academia de Martha Graham, bailarina que revolucionou o conceito de dança nos EUA. Lá, aperfeiçoou a própria arte e dois anos depois voltou para o Brasil. Era 1968.
Em solo brasileiro, Clarisse começou a trabalhar como bailarina e coreógrafa, aos poucos fazendo incursões no mundo do teatro. Passou a fazer coreografias para peças – ela é uma das precursoras do teatro-dança no país – e quiseram os deuses que seu destino lhe batesse à porta numa madrugada, na pessoa da atriz Maria Della Costa. “Foi como nos contos de fadas”, lembra. “Na véspera da estréia a mocinha que fazia o personagem decidiu abandonar a peça e me chamaram para substituí-la. Não sabia nenhuma fala, mas conhecia toda a coreografia.” Entrou em cena e por dias brigou com a produção do espetáculo, que não encontrava ninguém para colocar em seu lugar. Aos poucos foi ficando e criou gosto pela coisa, cumprindo a “profecia” que seu tio Antônio Abujamra, um dos mais conceituados diretores teatrais brasileiros, fizera anos antes: “Clarissinha, você vai fazer teatro”.
“Clarissinha” foi além. Fez teatro, televisão, cinema, direção, sem nunca abandonar a dança. Seus trabalhos mais importantes incluem a coreografia do premiado musical Godspell, de Altair Lima, e a atuação no filme Anjos do Arrabalde, de Carlos Reichenback. Participou de peças que marcaram época no teatro brasileiro, como Morte Acidental de um Anarquista, de Antônio Abujamra, Agnes de Deus, de Jorge Takla, e Carmen com Filtro, de Gerald Thomas. Em televisão, fez parte do elenco de novelas memoráveis como Os Ossos do Barão, do SBT, Escrava Isaura e Anjo Mau, ambas da Globo.
Mesmo com o currículo de peso, uma de suas frustrações é não ter se dedicado tanto quanto gostaria à interpretação. “Nunca tive um alvo definido, estava sempre no estúdio, coreografando, dando aulas, e ao mesmo tempo tocando a carreira de atriz. Gostaria de ter me dedicado a ela com mais afinco”, lamenta. Exagero? Não no mundo de Clarisse, onde as emoções são incomparavelmente mais intensas que no universo dos mortais. “Sempre fui movida por ansiedades e paixões. Vou do trono mais alto à sarjeta em fração de segundos sem nenhum problema”, confessa. “Essa é a síntese da minha vida.”
É essa intensidade que permite que a atriz se mantenha no topo de uma agenda que inclui ensaios, sessões de RPG, compras na feira – pensar que Clarisse Abujamra também vai à feira! – e viagens com os espetáculos A Maçã de Eva e Antonio – da tão necessária poesia. Clarisse ainda encontra tempo para sonhar com projetos como um livro e a viabilização da peça Chantecler, que traduziu e adaptou.
O equilíbrio vem das delicadezas que a cercam no dia-a-dia. Clarisse alimenta-se de poesia, que se encontra espalhada em livros pelo amplo apartamento no décimo andar de um prédio em Higienópolis, em São Paulo. Lê um poema por dia, com a mesma disciplina com que ora e medita todas as manhãs. E encontra a plenitude capaz de amansar o espírito inquieto em três nomes simples – Dinah, Antônio e Diana, seus filhos. Nomes simples e leves, como se para domar esse leão chamado Clarisse.
20/20 - Você sempre usou óculos?
Clarisse - Uso óculos há 51 anos. Comecei a usá-los aos 5 anos de idade, quando fui diagnosticada com astigmatismo e hipermetropia. O grau foi aumentando e hoje, com 7,5 graus, não enxergo nada com nitidez. Detalhes são impossíveis. Estou tentada a operar, mas morro de medo. Já tentei usar lentes de contato, mas não consegui. Tenho tanto medo que aconteça alguma coisa com a minha visão! Tenho pensado em fazer uma cirurgia, mas outro dia me dei conta de que, se operar, não vou mais ter que usar óculos.
20/20 - Mas não é esse o intuito?
Clarisse - É uma sensação estranha. Depois que fechei meu estúdio, por exemplo, uma das minhas grandes dificuldades era escolher que roupa usar. Como trabalhei com dança minha vida inteira, levantava, colocava a roupa de dança e só tirava à noite para o espetáculo ou para ir para casa. Quando parei de dar aulas, não sabia como me arrumar. Com os óculos, por mais ridículo que pareça, pensei a mesma coisa. Eu tenho um buraco do lado do colchão onde eu guardo os óculos antes de dormir. Quando acordo, a primeira coisa que faço é colocá-los. Já saio da cama com eles. Aí escovo os dentes de óculos e tiro para lavar o rosto. Nunca fico sem eles. Brinco que nunca vi meu rosto sem óculos, a não ser quando faço televisão ou vejo o vídeo de uma peça. Operar mexe com tudo isso.
20/20 - Quantos pares de óculos você tem e o que você procura numa armação?
Clarisse - Hoje eu tenho sete pares de óculos. Sempre procurei as menores armações, porque como meu grau é forte fica aquele fundo de garrafa. O primeiro par grande que usei foi um que ganhei do Miguel Giannini, quando participei de um desfile. Mas os outros são bem pequenos e leves, primeiro para não pesar no rosto e segundo porque eu uso o dia inteiro e às vezes me incomoda. Tirar os óculos é o meu primeiro sintoma de cansaço.
20/20 - Você atua de óculos?
Clarisse - A única vez que subi num palco de óculos foi para um personagem muito engraçado, que era uma vaca de presépio. A Valderez de Barros fazia a dona do presépio e eu fazia a vaca. Pedi para o diretor se podia usar óculos porque num determinado momento do espetáculo o coral cantava e a vaca levantava e todos viam meu rosto.
20/20 - Mas não enxergar não atrapalha no palco?
Clarisse - Nunca ninguém percebeu, mas algumas coisas absurdas já aconteceram. Uma vez eu caí para fora do palco porque não vi um degrauzinho. Outra vez foi uma peça com o Antônio Fagundes, que começava com meu personagem escrevendo num quadro-negro. Eu entrava num blecaute. Uma vez me coloquei mal, a luz acendeu e eu comecei a escrever. Mas porque a parede era preta também, eu escrevia metade no palco, metade na parede. E, enquanto escrevia, pensava “Engraçado, a textura desse quadro está esquisita!”. E era uma peça tensíssima, onde o Fagundes fazia o poder e eu fazia a mulher do povo, uma escrava do poder. Quando ele entrou e me viu escrevendo na parede, caiu na gargalhada.
Mas esses são episódios isolados. Eu sempre estudo o palco com óculos, depois sem óculos, busco referências dentro do que eu enxergo. Há algum tempo eu fiz um musical e não tropecei em nenhum fio durante a temporada. Todos tropeçaram, menos eu, porque eu tenho uma atenção muito grande. Mas confesso que sinto falta de sentir o olho do meu parceiro em determinados espetáculos, quando tem que ser no cara-a-cara.
20/20 - Como foi a transição da dança para o teatro e a TV?
Clarisse - Segundo minha mãe, eu entrei no estúdio com 4 anos e nunca mais saí. Não conheço outro lado da vida. Comecei dançando, depois passei a coreografar e fui parar em teatro. Aos poucos comecei a interpretar. O Abujamra foi um cara que sempre me falou que eu ia ser atriz, mas eu não acreditava. Virei atriz por coincidência. Eu coreografava uma peça, mas na véspera da estréia a mocinha que fazia o personagem brigou com a produção e saiu. Acordei de madrugada com a Maria Della Costa batendo na minha porta, pedindo que eu entrasse em cena no dia seguinte. Entrei porque sabia a coreografia inteira, mas briguei dez dias com a produção porque não encontravam ninguém pra me substituir. Como a linha que divide a coreografia e o teatro é muito tênue, fui ficando e criei gosto pela coisa.
20/20 - Qual sua atividade preferida?
Clarisse - O que vale para mim é interpretar, não importa se é teatro ou cinema. Hoje em dia estou tentando escrever. Quero escrever um livro de cunho pessoal até o final deste ano. Vou dar a cara para bater. Escrevo desde que me conheço por gente. Sempre observei absurdamente, porque a observação é a grande aula do ator. Mas agora, além de observar, tenho vontade de escrever sobre o que observo.
20/20 - Algum arrependimento?
Clarisse - Sempre atirei em muitos alvos. Gostaria de ter investido na minha carreira de atriz com mais afinco, porque eu estava sempre dentro do estúdio, coreografando, dando aula, e ia tocando minha carreira de atriz. Investi com todas as fichas um pouco tarde. Não que eu gostasse mais de dança. Eu tinha a mesma paixão pelas artes, mas sempre fui movida por ansiedades e paixões e não conseguia ficar em uma só. Essa é a síntese da minha vida. O Abu [Abujamra] gostava de brincar dizendo “Ansiedade, teu nome é Clarisse”.
20/20 - Você vê a cultura caminhando no Brasil?
Clarisse - Acho que a gente tem que caminhar. Nada vai acontecer enquanto as pessoas não entenderem que o maior investimento em cultura é a educação, enquanto o jovem não for educado com a tendência para arte. Um dos empecilhos é a “censura econômica”. Antes havia a censura moral, mas hoje a falta de condições econômicas impede que o jovem dê continuidade às coisas que lhe interessam. Mas a educação ainda é a grande chave.
20/20 - O que Clarisse Abujamra quer para o futuro?
Clarisse - Acho que meu primeiro projeto é o projeto de todo ator: encontrar o grande personagem, O personagem. Como diretora, meu plano mais ousado é dirigir um musical chamado Chantecler, que eu traduzi e adaptei e que é a menina dos meus olhos. E como escritora – nossa, não gosto de usar essa palavra! –, como alguém que escreve, quero conseguir terminar meu livro. Esse é o mais íntimo e delicado dos meus sonhos.
Eu uso óculos
Do trono à sarjeta

Coreógrafa, atriz e diretora, Clarisse Abujamra mostra o real significado da palavra versatilidade e conta como os óculos fazem parte não só de sua rotina, mas de sua identidade
Lilian Liang
Versatilidade, teu nome é Clarisse. A bailarina, coreógrafa, atriz e diretora Clarisse Abujamra já deu provas suficientes disso, mas não cansa de se superar. No final de maio Clarisse dará vida a uma domadora de leões, na peça O que Leva Bofetadas, do russo Leonid Andreiev. Uma das duas únicas mulheres num elenco de 20 pessoas, ela se diverte enquanto aprende a arte de domar feras. “Estou saindo da ternura para o chicote”, brinca.
Difícil entender como alguém que enfrenta leões tenha começado a carreira na ponta dos pés, mas Clarisse começou. É o seu lado ternura. Conheceu os encantos das sapatilhas quando tinha apenas 4 anos e nunca mais as abandonou. Dançou seu caminho até Nova York, onde desembarcou aos 18 anos para ingressar na academia de Martha Graham, bailarina que revolucionou o conceito de dança nos EUA. Lá, aperfeiçoou a própria arte e dois anos depois voltou para o Brasil. Era 1968.
Em solo brasileiro, Clarisse começou a trabalhar como bailarina e coreógrafa, aos poucos fazendo incursões no mundo do teatro. Passou a fazer coreografias para peças – ela é uma das precursoras do teatro-dança no país – e quiseram os deuses que seu destino lhe batesse à porta numa madrugada, na pessoa da atriz Maria Della Costa. “Foi como nos contos de fadas”, lembra. “Na véspera da estréia a mocinha que fazia o personagem decidiu abandonar a peça e me chamaram para substituí-la. Não sabia nenhuma fala, mas conhecia toda a coreografia.” Entrou em cena e por dias brigou com a produção do espetáculo, que não encontrava ninguém para colocar em seu lugar. Aos poucos foi ficando e criou gosto pela coisa, cumprindo a “profecia” que seu tio Antônio Abujamra, um dos mais conceituados diretores teatrais brasileiros, fizera anos antes: “Clarissinha, você vai fazer teatro”.
“Clarissinha” foi além. Fez teatro, televisão, cinema, direção, sem nunca abandonar a dança. Seus trabalhos mais importantes incluem a coreografia do premiado musical Godspell, de Altair Lima, e a atuação no filme Anjos do Arrabalde, de Carlos Reichenback. Participou de peças que marcaram época no teatro brasileiro, como Morte Acidental de um Anarquista, de Antônio Abujamra, Agnes de Deus, de Jorge Takla, e Carmen com Filtro, de Gerald Thomas. Em televisão, fez parte do elenco de novelas memoráveis como Os Ossos do Barão, do SBT, Escrava Isaura e Anjo Mau, ambas da Globo.
Mesmo com o currículo de peso, uma de suas frustrações é não ter se dedicado tanto quanto gostaria à interpretação. “Nunca tive um alvo definido, estava sempre no estúdio, coreografando, dando aulas, e ao mesmo tempo tocando a carreira de atriz. Gostaria de ter me dedicado a ela com mais afinco”, lamenta. Exagero? Não no mundo de Clarisse, onde as emoções são incomparavelmente mais intensas que no universo dos mortais. “Sempre fui movida por ansiedades e paixões. Vou do trono mais alto à sarjeta em fração de segundos sem nenhum problema”, confessa. “Essa é a síntese da minha vida.”
É essa intensidade que permite que a atriz se mantenha no topo de uma agenda que inclui ensaios, sessões de RPG, compras na feira – pensar que Clarisse Abujamra também vai à feira! – e viagens com os espetáculos A Maçã de Eva e Antonio – da tão necessária poesia. Clarisse ainda encontra tempo para sonhar com projetos como um livro e a viabilização da peça Chantecler, que traduziu e adaptou.
O equilíbrio vem das delicadezas que a cercam no dia-a-dia. Clarisse alimenta-se de poesia, que se encontra espalhada em livros pelo amplo apartamento no décimo andar de um prédio em Higienópolis, em São Paulo. Lê um poema por dia, com a mesma disciplina com que ora e medita todas as manhãs. E encontra a plenitude capaz de amansar o espírito inquieto em três nomes simples – Dinah, Antônio e Diana, seus filhos. Nomes simples e leves, como se para domar esse leão chamado Clarisse.
20/20 - Você sempre usou óculos?
Clarisse - Uso óculos há 51 anos. Comecei a usá-los aos 5 anos de idade, quando fui diagnosticada com astigmatismo e hipermetropia. O grau foi aumentando e hoje, com 7,5 graus, não enxergo nada com nitidez. Detalhes são impossíveis. Estou tentada a operar, mas morro de medo. Já tentei usar lentes de contato, mas não consegui. Tenho tanto medo que aconteça alguma coisa com a minha visão! Tenho pensado em fazer uma cirurgia, mas outro dia me dei conta de que, se operar, não vou mais ter que usar óculos.
20/20 - Mas não é esse o intuito?
Clarisse - É uma sensação estranha. Depois que fechei meu estúdio, por exemplo, uma das minhas grandes dificuldades era escolher que roupa usar. Como trabalhei com dança minha vida inteira, levantava, colocava a roupa de dança e só tirava à noite para o espetáculo ou para ir para casa. Quando parei de dar aulas, não sabia como me arrumar. Com os óculos, por mais ridículo que pareça, pensei a mesma coisa. Eu tenho um buraco do lado do colchão onde eu guardo os óculos antes de dormir. Quando acordo, a primeira coisa que faço é colocá-los. Já saio da cama com eles. Aí escovo os dentes de óculos e tiro para lavar o rosto. Nunca fico sem eles. Brinco que nunca vi meu rosto sem óculos, a não ser quando faço televisão ou vejo o vídeo de uma peça. Operar mexe com tudo isso.
20/20 - Quantos pares de óculos você tem e o que você procura numa armação?
Clarisse - Hoje eu tenho sete pares de óculos. Sempre procurei as menores armações, porque como meu grau é forte fica aquele fundo de garrafa. O primeiro par grande que usei foi um que ganhei do Miguel Giannini, quando participei de um desfile. Mas os outros são bem pequenos e leves, primeiro para não pesar no rosto e segundo porque eu uso o dia inteiro e às vezes me incomoda. Tirar os óculos é o meu primeiro sintoma de cansaço.
20/20 - Você atua de óculos?
Clarisse - A única vez que subi num palco de óculos foi para um personagem muito engraçado, que era uma vaca de presépio. A Valderez de Barros fazia a dona do presépio e eu fazia a vaca. Pedi para o diretor se podia usar óculos porque num determinado momento do espetáculo o coral cantava e a vaca levantava e todos viam meu rosto.
20/20 - Mas não enxergar não atrapalha no palco?
Clarisse - Nunca ninguém percebeu, mas algumas coisas absurdas já aconteceram. Uma vez eu caí para fora do palco porque não vi um degrauzinho. Outra vez foi uma peça com o Antônio Fagundes, que começava com meu personagem escrevendo num quadro-negro. Eu entrava num blecaute. Uma vez me coloquei mal, a luz acendeu e eu comecei a escrever. Mas porque a parede era preta também, eu escrevia metade no palco, metade na parede. E, enquanto escrevia, pensava “Engraçado, a textura desse quadro está esquisita!”. E era uma peça tensíssima, onde o Fagundes fazia o poder e eu fazia a mulher do povo, uma escrava do poder. Quando ele entrou e me viu escrevendo na parede, caiu na gargalhada.
Mas esses são episódios isolados. Eu sempre estudo o palco com óculos, depois sem óculos, busco referências dentro do que eu enxergo. Há algum tempo eu fiz um musical e não tropecei em nenhum fio durante a temporada. Todos tropeçaram, menos eu, porque eu tenho uma atenção muito grande. Mas confesso que sinto falta de sentir o olho do meu parceiro em determinados espetáculos, quando tem que ser no cara-a-cara.
20/20 - Como foi a transição da dança para o teatro e a TV?
Clarisse - Segundo minha mãe, eu entrei no estúdio com 4 anos e nunca mais saí. Não conheço outro lado da vida. Comecei dançando, depois passei a coreografar e fui parar em teatro. Aos poucos comecei a interpretar. O Abujamra foi um cara que sempre me falou que eu ia ser atriz, mas eu não acreditava. Virei atriz por coincidência. Eu coreografava uma peça, mas na véspera da estréia a mocinha que fazia o personagem brigou com a produção e saiu. Acordei de madrugada com a Maria Della Costa batendo na minha porta, pedindo que eu entrasse em cena no dia seguinte. Entrei porque sabia a coreografia inteira, mas briguei dez dias com a produção porque não encontravam ninguém pra me substituir. Como a linha que divide a coreografia e o teatro é muito tênue, fui ficando e criei gosto pela coisa.
20/20 - Qual sua atividade preferida?
Clarisse - O que vale para mim é interpretar, não importa se é teatro ou cinema. Hoje em dia estou tentando escrever. Quero escrever um livro de cunho pessoal até o final deste ano. Vou dar a cara para bater. Escrevo desde que me conheço por gente. Sempre observei absurdamente, porque a observação é a grande aula do ator. Mas agora, além de observar, tenho vontade de escrever sobre o que observo.
20/20 - Algum arrependimento?
Clarisse - Sempre atirei em muitos alvos. Gostaria de ter investido na minha carreira de atriz com mais afinco, porque eu estava sempre dentro do estúdio, coreografando, dando aula, e ia tocando minha carreira de atriz. Investi com todas as fichas um pouco tarde. Não que eu gostasse mais de dança. Eu tinha a mesma paixão pelas artes, mas sempre fui movida por ansiedades e paixões e não conseguia ficar em uma só. Essa é a síntese da minha vida. O Abu [Abujamra] gostava de brincar dizendo “Ansiedade, teu nome é Clarisse”.
20/20 - Você vê a cultura caminhando no Brasil?
Clarisse - Acho que a gente tem que caminhar. Nada vai acontecer enquanto as pessoas não entenderem que o maior investimento em cultura é a educação, enquanto o jovem não for educado com a tendência para arte. Um dos empecilhos é a “censura econômica”. Antes havia a censura moral, mas hoje a falta de condições econômicas impede que o jovem dê continuidade às coisas que lhe interessam. Mas a educação ainda é a grande chave.
20/20 - O que Clarisse Abujamra quer para o futuro?
Clarisse - Acho que meu primeiro projeto é o projeto de todo ator: encontrar o grande personagem, O personagem. Como diretora, meu plano mais ousado é dirigir um musical chamado Chantecler, que eu traduzi e adaptei e que é a menina dos meus olhos. E como escritora – nossa, não gosto de usar essa palavra! –, como alguém que escreve, quero conseguir terminar meu livro. Esse é o mais íntimo e delicado dos meus sonhos.
sábado, 11 de outubro de 2008
Joven Pan On Line
Pessoal, finalmente consegui terminar... uuufaaaa! demoro mais chegou, rsrs, bom sem mais delongas aí está a entrevista:
Patrícia Rizzo: Olá! Espero que você tenha curtido bastante seu carnaval. Hoje nós voltamos a falar sobre teatro, nós recebemos a atriz Clarisse Abujamra, em cartaz com o espetáculo “Antonio - De Tua Tão Necessária Poesia” em cartaz em São Paulo. Tudo bem Clarisse?
Clarisse Abujamra: Tudo ótimo!
Patrícia: Obrigada pela presença!
Clarisse: Obrigada! Obrigada!
Patrícia: O texto é seu né? Direção também?
Clarisse: Olha né que o texto seja meu?! O roteiro foi assinado por Márcia Abujamra e eu, e na verdade, é uma desculpa, é... O nosso texto é uma costura pra se dizer belíssimos textos, então que é que agente pego?! Eu peguei a minha vida “amorosa” digamos assim, que serviu de, de espinha dorsal para que agente pudesse dizer textos maravilhosos no palco.
Patrícia: Quem são os “Antonios” da sua vida? É um texto autobiográfico?!
Clarisse: (risos) Aí... Aí é que seu eu contar vai perder a graça né? São seis “Antonios”.
Patrícia: Seis “Antonios”?
Clarisse: Seis “Antonios”! Eu começo o espetáculo dizendo que alguns homens que deliciosamente mandaram e desmandaram na minha vida, hoje me servem de inspiração, então eu acho que... (risos) é meio complicado eu dizer quais são...
Patrícia: Tem que assistir?
Clarisse: “Tem que assistir! Mas eles passam assim, vai desde o amigo até o amante, até o amor, tem o amor incondicional, até o que virá, enfim, são os “Antonios” da minha vida.
Patrícia: No texto você faz um apanhado de poemas e textos de outros autores, do Arnaldo Antunes, João Cabral de Mello Neto...
Clarisse: Ana, Hilda Hilst, Olga Savary, Arnaldo Antunes, Antonio Cícero, Manoel de Barros, Fernando Pessoa, claro, José Régio, quem mais? É...
Patrícia: E esse apanhado foi feito de que forma? Por que esses autores?
Clarisse: Você sabe que se você me perguntar, eu não sei te responder, foi uma coisa tão natural, por que é impressionante como os textos tem haver com o “Antonio” escolhido, né? Então o Abujamra... Oh já falei (risos) vai lá o 1° é o Antonio Abujamra, claro! E toda a minha formação ao lado dele, que sempre me instigou com José Régio, João Cabral de Mello Neto, enfim, os textos foram aflorando assim sabe, foi uma experiência belíssima, porque todos têm haver tanto que as pessoas vão assistir e dizem: “Puxa, mas é impressionante como você fala da sua vida, não sei que...” e na verdade, não é uma exposição tão grande, eu ouvi de um amigo meu e de várias pessoas que me disseram: “Nossa, você tava falando da minha vida...”, então, um grande publicitário foi assistir e falou: “Porra Clarisse, eu não sabia que você conhecia tanto, sabia tanto de mim...” quer dizer, o belo é isso você ver que a desculpa são meus homens, mas que você vê que é no micro que está o macro, e eu não to falando de mim, meu deus do céu...
Patrícia: As pessoas se identificam?!
Clarisse: Eu to abrindo as portas em cena, através de textos maravilhosos e numa atitude kamikaze, né? Por que fazer um espetáculo a 01h30min da tarde no domingo, você a de convir comigo... (risos).
Patrícia: É um horário bem alternativo...
Clarisse: Olha, eu acho o espaço perfeito, a Livraria Cultura, o Dan e o Pedro me abriram esse espaço, por que tem tudo haver, quem freqüenta uma livraria tem uma certa curiosidade digamos assim pela literatura, apesar do espetáculo ser pra qualquer um, não tem idade, tem humor, tem emoção, é uma delícia...
Patrícia: Tem música?
Clarisse: Tem! Eu estou acompanhada pelo pianista Ivan Abujamra, (risos) essa família é uma máfia não? (risos)
Patrícia: É um espetáculo em família então?
Clarisse: Em família e então o lugar é muito propício e as pessoas vão lá, tomam um cafezinho lá em baixo depois, eu digo que é um pouco de amor, um pouco de malícia antes do almoço e saem de lá e vão almoçar, o espetáculo é uma hora cravada, vai da 01h30min ás 02h30min e nós temos tido uma platéia maravilhosa.
Patrícia: Bacana! Você vai ao teatro?
Clarisse: Muito, sempre que posso!
Patrícia: É difícil ou você consegue ir bastante?
Clarisse: É difícil por que, eu ando cansada, que eu ando gravando uma novela há sete meses e eu to escrevendo também, to organizando minha viagem pro Rio de Janeiro, to indo com dois espetáculos pro Rio (risos)... Enfim, eu to com a minha agenda bastante ocupada, mas sempre que posso...
Patrícia: Você tem gostado que você têm visto? No teatro de grupo? O que você pensa sobre teatro em grupo?
Clarisse: Eu acho maravilhoso, eu só sinto que ele tem uma certa emergência imposta pelos dias que agente, está vivendo que o trabalho em grupo é belo quando ele tem tempo pra se organizar pra estudar, pra pesquisar, pra isso vem o famoso aproximado atrás o famoso respaldo, a famosa retaguarda, são fatores para se fazer um trabalho de pesquisa e desenvolver seu trabalho, mas eu sou super a favor desses jovens se encontrando e você vê o que prolifero, o que cresceu de escritores jovens dramaturgos, né? Isso é muito importante.
Patrícia: E é fruto da pesquisa, que eles desenvolvem temas que querem dizer...
Clarisse: Com certeza... A única coisa lastimável nisso tudo que está acontecendo no teatro essa história de você fazer uma vez, duas vezes por semana, nenhum grupo se sustenta, nenhum grupo se aperfeiçoa, nenhum grupo gera público, se apresentando uma vez duas vezes por semana, então eu acho que isso é um assunto delicadíssimo que levaríamos (risos) programas discutindo.
Patrícia: Sem dúvida! Bom fica aí uma ótima dica pro seu final de semana, domingo logo após o almoço, ou antes...
Clarisse: Antes... (risos)
Patrícia: Dependendo do horário que você quiser almoçar, “Antonio - De Tua Tão Necessária Poesia”, um espetáculo belíssimo muito sensível, com a Clarisse Abujamra, até o dia 24 de fevereiro, aos domingos há 01h30min da tarde, no Teatro Eva Hertz, teatro novo...
Clarisse: Na Livraria Cultura, que fica no Conjunto Nacional Paulista de esquina com a Rua Augusta, você tem tudo de bom, inclusive o metro que te deixa na porta, num horário agradabilíssimo, se você vai de carro tem estacionamento, enfim faca e o queijo...
Patrícia: É... O endereço de lá é a Avenida Paulista, 2073, os ingressos custam R$ 30,00, isso aí Clarisse, parabéns pelo trabalho belíssimo trabalho “Antonio” sucesso no espetáculo.
Clarisse: Obrigada e eu espero vocês!
Patrícia: E até a próxima! Até mais!
Patrícia Rizzo: Olá! Espero que você tenha curtido bastante seu carnaval. Hoje nós voltamos a falar sobre teatro, nós recebemos a atriz Clarisse Abujamra, em cartaz com o espetáculo “Antonio - De Tua Tão Necessária Poesia” em cartaz em São Paulo. Tudo bem Clarisse?
Clarisse Abujamra: Tudo ótimo!
Patrícia: Obrigada pela presença!
Clarisse: Obrigada! Obrigada!
Patrícia: O texto é seu né? Direção também?
Clarisse: Olha né que o texto seja meu?! O roteiro foi assinado por Márcia Abujamra e eu, e na verdade, é uma desculpa, é... O nosso texto é uma costura pra se dizer belíssimos textos, então que é que agente pego?! Eu peguei a minha vida “amorosa” digamos assim, que serviu de, de espinha dorsal para que agente pudesse dizer textos maravilhosos no palco.
Patrícia: Quem são os “Antonios” da sua vida? É um texto autobiográfico?!
Clarisse: (risos) Aí... Aí é que seu eu contar vai perder a graça né? São seis “Antonios”.
Patrícia: Seis “Antonios”?
Clarisse: Seis “Antonios”! Eu começo o espetáculo dizendo que alguns homens que deliciosamente mandaram e desmandaram na minha vida, hoje me servem de inspiração, então eu acho que... (risos) é meio complicado eu dizer quais são...
Patrícia: Tem que assistir?
Clarisse: “Tem que assistir! Mas eles passam assim, vai desde o amigo até o amante, até o amor, tem o amor incondicional, até o que virá, enfim, são os “Antonios” da minha vida.
Patrícia: No texto você faz um apanhado de poemas e textos de outros autores, do Arnaldo Antunes, João Cabral de Mello Neto...
Clarisse: Ana, Hilda Hilst, Olga Savary, Arnaldo Antunes, Antonio Cícero, Manoel de Barros, Fernando Pessoa, claro, José Régio, quem mais? É...
Patrícia: E esse apanhado foi feito de que forma? Por que esses autores?
Clarisse: Você sabe que se você me perguntar, eu não sei te responder, foi uma coisa tão natural, por que é impressionante como os textos tem haver com o “Antonio” escolhido, né? Então o Abujamra... Oh já falei (risos) vai lá o 1° é o Antonio Abujamra, claro! E toda a minha formação ao lado dele, que sempre me instigou com José Régio, João Cabral de Mello Neto, enfim, os textos foram aflorando assim sabe, foi uma experiência belíssima, porque todos têm haver tanto que as pessoas vão assistir e dizem: “Puxa, mas é impressionante como você fala da sua vida, não sei que...” e na verdade, não é uma exposição tão grande, eu ouvi de um amigo meu e de várias pessoas que me disseram: “Nossa, você tava falando da minha vida...”, então, um grande publicitário foi assistir e falou: “Porra Clarisse, eu não sabia que você conhecia tanto, sabia tanto de mim...” quer dizer, o belo é isso você ver que a desculpa são meus homens, mas que você vê que é no micro que está o macro, e eu não to falando de mim, meu deus do céu...
Patrícia: As pessoas se identificam?!
Clarisse: Eu to abrindo as portas em cena, através de textos maravilhosos e numa atitude kamikaze, né? Por que fazer um espetáculo a 01h30min da tarde no domingo, você a de convir comigo... (risos).
Patrícia: É um horário bem alternativo...
Clarisse: Olha, eu acho o espaço perfeito, a Livraria Cultura, o Dan e o Pedro me abriram esse espaço, por que tem tudo haver, quem freqüenta uma livraria tem uma certa curiosidade digamos assim pela literatura, apesar do espetáculo ser pra qualquer um, não tem idade, tem humor, tem emoção, é uma delícia...
Patrícia: Tem música?
Clarisse: Tem! Eu estou acompanhada pelo pianista Ivan Abujamra, (risos) essa família é uma máfia não? (risos)
Patrícia: É um espetáculo em família então?
Clarisse: Em família e então o lugar é muito propício e as pessoas vão lá, tomam um cafezinho lá em baixo depois, eu digo que é um pouco de amor, um pouco de malícia antes do almoço e saem de lá e vão almoçar, o espetáculo é uma hora cravada, vai da 01h30min ás 02h30min e nós temos tido uma platéia maravilhosa.
Patrícia: Bacana! Você vai ao teatro?
Clarisse: Muito, sempre que posso!
Patrícia: É difícil ou você consegue ir bastante?
Clarisse: É difícil por que, eu ando cansada, que eu ando gravando uma novela há sete meses e eu to escrevendo também, to organizando minha viagem pro Rio de Janeiro, to indo com dois espetáculos pro Rio (risos)... Enfim, eu to com a minha agenda bastante ocupada, mas sempre que posso...
Patrícia: Você tem gostado que você têm visto? No teatro de grupo? O que você pensa sobre teatro em grupo?
Clarisse: Eu acho maravilhoso, eu só sinto que ele tem uma certa emergência imposta pelos dias que agente, está vivendo que o trabalho em grupo é belo quando ele tem tempo pra se organizar pra estudar, pra pesquisar, pra isso vem o famoso aproximado atrás o famoso respaldo, a famosa retaguarda, são fatores para se fazer um trabalho de pesquisa e desenvolver seu trabalho, mas eu sou super a favor desses jovens se encontrando e você vê o que prolifero, o que cresceu de escritores jovens dramaturgos, né? Isso é muito importante.
Patrícia: E é fruto da pesquisa, que eles desenvolvem temas que querem dizer...
Clarisse: Com certeza... A única coisa lastimável nisso tudo que está acontecendo no teatro essa história de você fazer uma vez, duas vezes por semana, nenhum grupo se sustenta, nenhum grupo se aperfeiçoa, nenhum grupo gera público, se apresentando uma vez duas vezes por semana, então eu acho que isso é um assunto delicadíssimo que levaríamos (risos) programas discutindo.
Patrícia: Sem dúvida! Bom fica aí uma ótima dica pro seu final de semana, domingo logo após o almoço, ou antes...
Clarisse: Antes... (risos)
Patrícia: Dependendo do horário que você quiser almoçar, “Antonio - De Tua Tão Necessária Poesia”, um espetáculo belíssimo muito sensível, com a Clarisse Abujamra, até o dia 24 de fevereiro, aos domingos há 01h30min da tarde, no Teatro Eva Hertz, teatro novo...
Clarisse: Na Livraria Cultura, que fica no Conjunto Nacional Paulista de esquina com a Rua Augusta, você tem tudo de bom, inclusive o metro que te deixa na porta, num horário agradabilíssimo, se você vai de carro tem estacionamento, enfim faca e o queijo...
Patrícia: É... O endereço de lá é a Avenida Paulista, 2073, os ingressos custam R$ 30,00, isso aí Clarisse, parabéns pelo trabalho belíssimo trabalho “Antonio” sucesso no espetáculo.
Clarisse: Obrigada e eu espero vocês!
Patrícia: E até a próxima! Até mais!
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Clarisse em Araras
Olá pessoal, estou aqui para avisar que a Clarisse vai estar em Araras se apresentando com o espetáculo "Antonio - De Tua Tão Necessária Poesia", infelizmente não tenho muitas informações para passar para vocês, isso é tudo que tenho espero que me perdoem, pois não sou nem de São Paulo nem do Rio, sou de Recife - PE, ou seja estou bem longe, para dar informações mais precisas, bom era isso bjo em todos e até logo!
domingo, 5 de outubro de 2008
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Conscientização
Olá Pessoal, me posto aqui nesse começo de madrugada para pedir desculpas, pois não podereia colocar a entrevista da Clarisse aqui no blog, não tenh previsão de quando vou colocar! e segundo e muito importante, pessoal domingo é eleição e eu peço a vocês qu prestem muita atençaõ em quem estão votando, voto é muito importante,e a pessoa que você colocar lá no poder vai ficar por lá durante 4 anos, e como diz o comercial "quatro anos é muito tempo" prestem muita atenção mesmo, tenho certeza de que vocês vão fazer a escolha certa, cada pessoa em sua cidade, e espero que a pessoa que você escolha saiba merecer o seu voto! bjkas enormes para vcs! até logo!
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